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Encerrado



Mandando Lenha, 18 anos depois.

Por Bebeto Alves

"Há 18 anos gravei um disco com Lucio Yanel e Clovis "Boca" Freire , com produção do Mauro Moraes , também compositor das canções que interpreto neste álbum. É o segundo disco de uma trilogia, e talvez o disco mais importante desse jogo entre intérprete, compositor e músicos, que resultou nesses três discos lançados. Digo jogo porque a forma como foram gravados foi bastante diferente do usual. Os discos foram gravados por partes: a parte da guitarra — ou das guitarras —, do baixo e da voz, em dias e sessões diferentes.

Quando fui gravar a voz do  Mandando Lenha, o Lucio já havia colocado a guitarra com a voz guia do Mauro , e improvisado muito. Depois, o " Boca" chegou e colocou o baixo sobre o
que o Lucio havia feito. No estudio — na hora e no dia da minha gravação — é que fui escutar e aprender as canções. Ficava ouvindo junto com o Mauro , lendo a letra, cantarolando até ter certeza que tinha descoberto um caminho para cantar.

Quando o Mauro me convidou para gravar, inicialmente, eu não estava com ganas nenhuma de fazer isso. Tentei argumentar com o Mauro que a gente já havia gravado um disco (Milonguenado Uns Troços , 1995) e não tinha certeza se queria gravar mais um. Não havia, concretamente, a ideia de se gravar mais discos, de fazer uma trilogia ou algo parecido, as coisas foram acontecendo, naturalmente, num naturalmente mais para o Mauro do que pra mim. Não queria ficar sendo reconhecido como a "voz" do Mauro , até porque sou um compositor, da mesma forma. Disse pro Mauro que ele tinha que cantar as músicas dele, que ia ser bom, que ia ficar legal. Até que, depois do terceiro disco — Milongamento (1999) —, quando demos por encerrada a parceria, ele resolveu assumir o
front line e cantar seu próprio trabalho.

Apesar de eu ter impresso uma ideia diferente da interpretação daquele universo rural, campesino, que é o universo do Mauro — e que, talvez — isso tenho ajudado as pessoas a elaborar uma nova maneira de ouvir, de perceber a música gaúcha dali por diante, nunca me senti apropriado desse trabalho, não me enxergava dentro dele. Não me via como intérprete, mas como um artista que tinha “se emprestado” para o compositor Moraes, para ele justamente entender a sua própria possibilidade de cantar. Porém, com o tempo, esse trabalho tornou-se cultuado por centenas, milhares de pessoas, e os discos seguiram vendendo, especialmente o  Mandando Lenha, chegando a ter uma comunidade só dele no finado Orkut.

No começo do outono tive uma epifânia quando minha mulher, numa manhã de domingo, colocou o disco para rodar. Eu estava no andar de cima da casa, trabalhando em umas fotografias no computador, quando me deixei levar pela introdução de Chamamecero, a primeira música do cd . Me joguei na onda; surpreso, encantado com aquela sonoridade. Fazia muito tempo que não o ouvia, anos. Foi quando me percebi nele, e entendi o quê e o porquê esse trabalho emocionava tanto as pessoas. Escrevi um post no face que gerou centenas de comentários, e um convite inbox do amigo Paulo Inchauspe para conversarmos sobre uma possível apresentação. E conversamos bastante. Agora aqui estou, com uma estréia marcada para Buenos Aires dia 28 de junho, à convite do produtor C arlos Villaba , que através dessa mesma postagem, no face, me arrebatou com a proposta de montar e mostrar esse show na capital porteña, como parte da programação de inauguração do Centro Cultural Kirchner. 

Toda a minha alegria é pouca para expressar o contentamento com esse convite: voltar aos palcos de Buenos Aires com um show especial, dividindo a noite com o grupo argentino La Chicana , de Acho Estol e Dolores Solá , amigos queridos.

As coisas são assim, o tempo é que diz quando é que tudo poder ser diferente doque já foi um dia. Depois de 18 anos."

Após a estreia em Buenos Aires e uma apresentação no Centro de Eventos do Hotel Itaimbé, em Santa Maria, Mandando Lenha estreia em Porto Alegre, e em grande estilo: no palco do Theatro São Pedro com seu registro em FullHD para produção de um DVD e CD ao vivo. O show acontecerá na sexta-feira 13 de novembro, uma co-produção entre o artista Bebeto Alves e os produtores Marcela Marco e Rafael Cony — da Expertise Cultural —, com direção de Renê Goya Filho e captação da Estação Filmes, que também assina o documentário em longa metragem Mais Uma Canção.

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Mandando Lenha, o disco.

Texto do jornalista Márcio Grings

Na sexta-feira, 1º de maio, fomos surpreendidos com um anúncio inesperado: o músico gaúcho  Bebeto Alves postou no seu Facebook que irá finalmente apresentar na íntegra o show de “  Mandando Lenha ”, disco que chegou às lojas originalmente em 1997. Nas redes sociais, uma série de manifestações positivas em relação a esse trabalho acabou chamando a atenção do produtor Carlos Villalba . E eis que o artista e agitado cultural portenho convidou B ebeto a participar da programação de inauguração do Centro Cultural Kirchner — em Buenos Aires, considerado o mais completo e moderno espaço cultural da América Latina — justamente com um show que reprisa na íntegra o disco de 97. “ Mandando Lenha” é o ponto de equilíbrio na trilogia entre Bebeto e o compositor
regionalista M auro Moraes , já que, três antes, numa temática semelhante, a dupla havia feito “ Milongueando Uns Troços ” (1994), e dois anos depois viria “ Milongamento ” (1999).

Fora apresentações isoladas em programas de TV, nunca houve um único show com essas composições no repertório. O motivo disso ainda pode ser definido como um mistério. Ou não. O fato é que esse conjunto de 14 canções empacotadas no CD virou álbum de cabeceira de muitos.

Uma das principais idiossincrasias desse álbum se dá pela configuração instrumental. Diferente de boa parte dos discos do gênero, apenas dois instrumentos comandam as ações: o contrabaixo acústico de C lovis ‘Boca’ Freire e o violão de náilon do músico argentino Lúcio Yanel . De todo modo, sim, na sonoridade há uma forte ligação folclórica e um cruzamento legítimo com a herança platina. E mais: nuanças jazzísticas , um toque erudito no arco que raspa contra as cordas do baixo, e com certa liberdade poética, dá pra dizer que até mesmo o b lues surge entre as frestas, emergindo sorrateiro através das omissões promovidas pela ausência de outros instrumentos.

E com isso, a música respira livremente.

E a voz… Bom, já ouvi as composições do poeta uruguaianense com outras vozes, e ninguém canta Mauro Moraes como seu conterrâneo Bebeto Alves . E de algum modo, isso empresta mais cores universais ao álbum. A forma de interpretação de Bebeto não reverencia o cantador tradicional gaúcho, pelo contrário, se distancia. Na obra de Bebeto, esse mash up sempre existiu, por isso, sua presença e a forma como dá vida e cores à interpretação é legitimada naquilo que ele nos apresenta.

As letras, muitas vezes relacionados a coisas do campo, flertam com as referências urbanistas do cantor. Em suma, dá pra definir toda congruência vocal e instrumental em uma única palavra: atemporal. Atemporalidade que talvez seja uma das principais virtudes para que qualquer bom trabalho artístico sobreviva ao teste do tempo.

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SOBRE AS RECOMPENSAS 

1 - Recompensas SEM ingressos para o show
O comprador pode optar por comprar o ingresso direto, fazendo uso da lei de meia entrada
ou mediante alguma cortesia, e contribuir com o crowdfunding por meio de uma das
recompensas

2 - Recompensas COM ingressos para o show
2.1 - Ingressos Simples - Galerias (limitação: 30 lugares)

3 - Recompensas com ingressos + Show Exclusivo Bebeto Alves 100 Anos
O título do show B ebeto Alves 100 Anos faz uma brincadeira com os 60 anos de vida e os
40 anos de carreira musical do artista, proporcionando ao apoiador uma apresentação única
e exclusiva, seja em sua casa ou empresa. Com 1 hora de duração, Bebeto Alves apresenta
um show solo, voz e violão, tocando e cantando ao vivo suas composiçõe e sucessos.

Obs:
1. Os CDs previstos como recompensas/prêmios neste corowdfunding serão limitados,
produzidos sob demanda, autografados e entregues em até 60 dias após o espetáculo.
2. Os DVDs Mandando Lenha não estão previstos como recompensas porque terão sua
finalização, edição e prensagem em um segundo momento, por meio de outro projeto.
Todos que contrinuírem com este projeto, em qualquer um dos apoios, ganharão um bônus
de 50% na compra do DVD após seu lançamento.
3. As recompensas com ingressos são limitadas às quantidades e lugares disponíveis.